sábado, 17 de outubro de 2009

Biodiversidade insular

Biodiversidade insular

Grupos de ilhas são óptimos sítios para o estudo de diversos aspectos de evolução. Preservando a biodiversidade, os Açores, como qualquer grupo de ilhas, podem funcionar como um laboratório natural para o estudo de padrões de colonização, evolução e biogeografia. Na realidade, características ligadas à insularidade, acabam por ficar “tatuadas” na genética das Populações.

É possível, por isso, estabelecer comparações entre arquipélagos, com pressões humanas e histórias diferentes. A semelhança entre habitats, a distância entre ilhas ou as condições edafo-climáticas permitem a extrapolação da evolução dos ecossistemas de uma ilha para outras.

As ilhas são também locais importantes para o estudo do impacto de introduções feitas pela espécie humana.
Via internet, hoje é possível importar sementes de qualquer sítio do mundo, sem qualquer controlo. Muitas espécies têm sido introduzidas. Estas, através de várias de maneiras (desde competição directa até a introdução de novos parasitas) podem ter um papel que conduza à extinção de espécies endémicas.

Sensibilizar, assegurar a integridade dos ecossistemas deve ser uma prioridade.

Luis Rodrigues

1 comentário:

  1. Olá Luís,

    este artigo é muito, muito interessante.

    As ilhas, pelo simples facto de o serem, permitem o estudo da biodiversidade de uma forma única.

    EM 2010, o Grupo da Biodiversidade dos Açores CITA-A (GBA) promove estudos sobre floresta e especiação. As expectativas são grandes.

    Vou passando por aqui para tomar conhecimento destas novidades.

    Cristina

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