Geodivercidade
O ciclo geológico
O ciclo geológico abrange os subciclos da água, das rochas e tectónico. A energia solar alimenta o ciclo da água enquanto que o calor interno da Terra é responsável pela deslocação das placas litosféricas controlando, assim, o ciclo tectónico; a força da gravidade controla os movimentos verticais. Os tipos de rocha que formam a litosfera são produtos destes ciclos.
Há 3 grandes grupos de rochas: ígneas sedimentares e metamórficas.
A diversidade geológica é uma das riquezas do planeta Terra. Em Portugal é possível confirmar o pulsar desta pequena bola suspensa no cosmos, a maravilhosa aventura do ciclo geológico. De Trás-os-montes ao Algarve passando pelas ilhas, é possível confirmar esta diversidade.
Os acidentes principais da superfície da Terra são consequência da expansão dos fundos do oceano e da tectónica de placas; contudo a modelação e a escultura da superfície é causada pela reacção entre a litosfera e os fluidos envolventes – a hidrosfera e a atmosfera.
A litosfera é constituída por numerosos tipos de rocha com grande variedade de composições. Estas rochas são o produto de processos físicos e químicos.
O ciclo da água, ou ciclo hidrológico, traça o movimento da água através da hidrosfera, atmosfera e litosfera. A atmosfera e hidrosfera, em acções combinadas, desgastam os continentes e depositam material nos oceanos ou seja, destroem rochas e redistribuem-nas levando à formação de novas rochas em novos locais. O afundamento de rochas seguido de dobramento e levantamento originando montanhas.
Este processo é possível devido ao ciclo tectónico que provoca o afundamento lento de grandes áreas da superfície terrestre seguido de levantamentos durante períodos de tempo muito longos.
A teoria da tectónica de placas explica muitos aspectos do ciclo geológico. A erupção de lavas na zona de divergência de placas origina nova litosfera que ao movimentar-se para zonas de convergência se recobre de uma camada delgada de sedimentos. A lâmina da litosfera oceânica mergulhante na zona de convergência origina fossas que servem de receptáculo a mais sedimentos. O calor de fricção originado pelo movimento descendente das placas provoca fusão das rochas destas e o material em fusão irrompe formando ilhas vulcânicas. A compressão e o dobramento de rochas sedimentares e vulcânicas na zona de convergência corresponde ao primeiro estádio na formação montanhas, originando, também, rochas metamórficas. Cadeias montanhosas complexas formam-se quando a placa carreia um continente para a zona de convergência e entra em colisão com outro. Os diferentes tipos de placas assim como as diferentes margens são caracterizados por lavas vulcânicas distintas, o que constitui um dado fundamental para a história do movimento das placas através do tempo geológico.
Luis Rodrigues
Bibliografia consultada:
Plummer, C. e McGeary, D., 1991. Physical Geology, fifth edition. Wm. C. Brown Publishers;
Wyllie P., 1979. A Terra . Nova Geologia Global. Fundação Calouste GulbenKian.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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Olá Luís!
ResponderEliminarGostei de ler o teu resumo, que ao mesmo tempo é uma óptima introdução ao tema de Geodiversidade!
Abraço,
Antje